Além dessa perspectiva de direito individual, outro lado da questão, do ponto de vista coletivo, é o potencial de desenvolvimento social e de promoção de justiça social das comunicações pela internet. As possibilidades horizontais de produção de significados, de construção de relevâncias, de reflexão sobre a própria sociedade, são multiplicadas nesse ambiente multidirecional de conversação. E a plena fruição da internet, nessa sua dupla face, depende de o acesso ser barato, fácil e rápido.
Se os meios de comunicação tradicionais dependem de um grande investimento para funcionar, a internet permite um uso pleno com um gasto infinitamente mais baixo. O custo mínimo para acessar a internet deve se manter ao alcance de todos os níveis de renda. Só assim a rede pode ser espaço de promoção de igualdade social, e não um multiplicador de desigualdades já existentes.

A fato de que comunidades carentes, comunidades isoladas geograficamente, além de outros casos, tenham acesso à internet e possam, através dela, divulgar informações, denunciar casos, manter contato com órgãos do governo ou da iniciativa privada, é uma situação que se contrapõe a uma organização de dominação dos meios de comunicação tradicionais para que haja alienação da população quanto aos fatos e acontecimentos da sociedade.
ReplyDeleteSe houvesse um real comprometimento dos meios de comunicação tradicionais com os fatos que ocorrem na sociedade, a internet seria complementar. Porém, vemos que os meios de comunicação tradicionais estão mais comprometidos com a diminuição dos custos e aumento dos lucros a qualquer custo, seja através da formulação de manchetes que explorem um fato demasiadamente ruim para a sociedade, seja através da escolha das notícias que irão ou não entrar nos jornais e noticiários, tomando posição por uma opinião sem a explicitar.
Entendo que a internet possui papel essencial nas comunicações de uma nação, sendo uma ferramenta de liberdade de pensamento e informação, e que permite que qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, obetenha informações sobre qualquer outro lugar do mundo.
ReplyDeleteEntendo que é essencial na educação - existem sites com informações educativas (como a wikipedia) que podem, facilmente, complementar ou até mesmo substituir a falta de professores qualificados em escolas brasileiras: "Manda a gurizada ler o artigo da wiki e pronto".
Entendo também que a internet, por ser um meio de comunicação e informação descentralizado, é de dificil manipulação pela imprensa marrom, o que torna dificil a ocultação de fatos por entidades governamentais - ou seja, se existe uma obra inacabada, ou uma estrada intransitavel, ou um hospital super lotado, e o governo diz que esta tudo perfeito e a midia normal nao noticia este fato, qualquer pessoa com acesso a internet pode bater fotos com qualquer celular e mostrar a realidade.
Isso é bom para a democracia, e péssima para a corrupção.
Entendo que, hoje, a internet é algo tão fundamental quando energia elétrica, agua encanada e gas de cozinha, devendo ser considerada um DIREITO do cidadão. Compete, em minha opinião, ao governo federal, levar energia elétrica e agua encanada a todas as regiões do pais.
E ja que o governo vai ter que investir em rede elétrica e rede de agua, nao custa nada aproveitar a obra para puxar uns cabos de fibra optica levando internet a todo pais.
Seria interessante a criação de uma rede de acesso a internet gratuita ao publico, que permitisse somente a navegação de internet e troca de emails (quem quiser baixar programas e musicas, use a rede paga). Esta rede poderia ser acessada por qualquer pessoa localizada no brasil. A idéia é a democratização do acesso a internet, permitindo que todos, ao menos, naveguem na internet. Assim quem estiver interessado na matéria que nao foi dada em aula porque faltou professor na escola publica, poderá ir no google pesquisar :)
Olá
ReplyDeletetoda essa história de internet nas comunidades carentes é muito bonito falar que o povo deve ter direito a internet grátis pra ter acesso a infomação, acho isso perfeito, porém não é bem assim que funciona. Em recente matéria exibida no canal Futura mostrou-se exatamente isso nas comunidades. As lanhouses vieram pra substituir os antigos Fliperamas que faziam a alegria da garotada nos anos 90, ou seja , jogos, orkut, msn, pesquisar que é bom , poucos. A maioria dos acessos a internet hoje é pra sites de relacionamento como orkut, facebook, Messenger e sites pornográficos. Acho que na verdade os nossos excelentíssimos políticos estão interessados em garantir a próxima eleição com essa poderosa arma que é a internet. Hoje em minha cidade , existe internet de graça pra população, mas como técnico da área de telecomunicações, sinto que o povo está se iludindo com um produto de baixíssima qualidade , investindo o pouco que tem pra comprar equipamentos e tentar, sem qualificação nenhuma, conectar-se a internet gratuitamente. Quanto ao controle de conteúdo, não concordo com nada que venha a cercear a liberdade do cidadão, mas acho e me sinto no direito de reclamar quando o governo fala em internet grátis pro povo sem restrições, afinal não é justo que eu pague impostos pra garotada ficar de Sacanagem na rede ou brincando com jogos. O conteúdo somente deveria ser controlado nos casos da internet pública , até porque estaria tirando emprego dos provedores de internet.
Concordo com vc:
ReplyDeleteCitei que:"
Seria interessante a criação de uma rede de acesso a internet gratuita ao publico, que permitisse somente a navegação de internet e troca de emails (quem quiser baixar programas e musicas, use a rede paga).
". também concordo com "O conteúdo somente deveria ser controlado nos casos da internet pública". Internet publica para fins EDUCATIVOS. Com bloqueio permissivo, ou seja: Tudo é liberado, exceto sites de relacionamento, instant messengers, pornografia e sites de partidos politicos e instituições bancárias (evitaria que a rede publica vire rede de ataques a bancos).
Acho que isso seria o IDEAL para um modelo de integração social.
É totalmente irreal a idéia de controlar o conteúdo do que o usuário vai ver na rede pública. Vamos criar um Bureau de Classificação de Sites? Como determinar o que é educativo ou não?
ReplyDeleteMensageiros instantâneos são um serviço de primeira necessidade. Todos os dias eu discuto assuntos importantes no Messenger, e não há nenhuma justificativa para proibi-lo. Igualmente sites de relacionamentos, que são um canal importante de comunicação.
Também não vi qualquer justificativa para proibir sites de partidos políticos. O que eu vi, sim, foi um ranço ideológico contra, ué, o uso comum que as pessoas em geral fazem da internet.
Não existe isso de rede "neutra" e "livre de correntes ideológicas". Tudo o que fazemos, dizemos ou escrevemos tem conteúdo ideológico e reflete uma visão de mundo. O que VOCÊ está escrevendo agora é cheio de conteúdo ideológico. É profundamente ideológica a visão de que os "pagadores de impostos" não podem deixar que o Estado use o dinheiro deles para melhorar a vida dos mais pobres.
ReplyDeleteMesmo que os sites de partidos sejam bloqueados (e quem lê sites de partidos? Quase ninguém), ainda assim há dezenas, centenas, milhares de sites e blogs com conteúdo político e ideológico. Vamos bloquear todos eles?
A proposta dá a entender que discutir política na rede é ruim. Muito pelo contrário. Discutir política na rede é essencial para o fortalecimento da democracia. É exatamente o que estamos fazendo aqui, discutindo políticas públicas para a internet. E isso deve ser estimulado na rede pública, e não bloqueado.
Pra resumir: se você acha "inútil" que todos tenham acesso à internet, não dá nem pra começar um debate. Já há uma divergência de fundo que impede até o diálogo.
Eu sou a favor de que todos, ricos ou pobres, tenham acesso à internet. Acho vital para o desenvolvimento do país. É esse o tema deste tópico, aliás. Quem não acha isso está na contramão da história.
E quem julgaria o que é "educativo" e o que é "inútil"?
ReplyDeletePrecisa julgar? É meio obvio. Pornografia não é educativo. Sites de relacionamento não são educativos.
ReplyDeleteAo menos não são adequados em escolas.
"fredericopandolfo
ReplyDeleteEscrito 31 de outubro de 2009 em 13:54 |
Precisa julgar? É meio obvio. Pornografia não é educativo. Sites de relacionamento não são educativos.
Ao menos não são adequados em escolas. "
Obviamente não é a sites pornográficos que eu me refiro. Quanto a "sites de relacionamento"(eu prefiro a terminologia "redes sociais"), vale lembrar que são ferramentas que podem ter várias utilidades, não apenas "jogar conversa fora".
Um bom exemplo disso é que foi uma mobilização articulada nas redes sociais, quando da aprovação do PL Azeredo no Senado, que desncadeou o processo que levou o governo a instituir o marco civil da internet, abrindo, inclusive, este espaço de discussão.
Incorreto marcus.
ReplyDeleteEm nenhum momento quis dizer que:
"Os “pagadores de impostos” não podem deixar que o Estado use o dinheiro deles para melhorar a vida dos mais pobres."
O que eu quis dizer, a grosso modo, é que:
"Não faz sentido investir em internet em comunidades que não tem nem mesmo uma escola que os ensine a ler e escrever com alguma qualidade".
Entre investir dinheiro publico para levar internet a todas as casas de familias carentes, ou investir dinheiro para melhorar radicalmente o ensino publico, então que se invista para melhorar o ensino publico. Com a mlehoria nos indices de educação, ocorre o natural aumento de renda das comunidades carentes, e como consequencia, suas necessidades básicas (e as de internet) acabam sendo sanadas. É um processo que leva no minimo 2 ou 3 gerações, mas resolve o problema da miséria e universaliza o acesso a internet.
Entenda que esta não é uma visão egoista ou limitadora, apenas acho que não é prioridade levar internet a população carente - elas precisam de comida, educação e saneamento básico antes de qualquer coisa.
A internet em escolas publicas só será realmente util se a finalidade de uso for para complementar os estudos. Caso contrario será somente mais um objeto de distração, e mais uma medida eleitoreira.
O acesso a internet pode (e deve) ser gratuito para alunos de escolas publicas, desde que estes alunos usem estes recursos para estudar. Como eu disse, em escolas, use para estudos. Porém, o uso nas residencias, deve ser cobrado uma taxa, mesmo que simbolica, de uso. Afinal de contas, há custos envolvidos para a implantação e manutenção da rede. Nada mais justo que cobrar dos usuários finais. Todo mundo paga agua e energia elétrica, porque não pagar internet?
Quer discutir politicas ideolígicas na internet? Ok, perfeito, elas podem e DEVEM ser discutidas, mas nao use um computador de escola publica para isso. A finalidade dos computadores de escolas devem ser para complementar os estudos dos alunos.
Bloqueio de sites de partidos poliicos em escolas, sou favoravel sim. Somente os sites oficiais. Os blogs e outras coisas, não tem como filtrar. Mas os sites oficiais de partidos acho correto bloquear. Assim evita que professores usem a internet para fazer propaganda politica nas escolas. Não inibe outras formas ou o uso de blogs, mas ao menos, fica normatizado que "é ilegal usar computadores publicos para fins partidários".
Quer participar de site de polica ou pornografia ou acessar banco? Vá em uma lanhouse ou seu equipamento pessoal. Mas não use o equipamento destinado a estudos.
É isso que quero dizer.
Concodro contigo, mas não quando o uso é feito apartir de escolas publicas.
ReplyDeleteTODO o meu texto se refere a escolas publicas e outros meios de ensino.
Na escola, os alunos vão para estudar matematica, fisica, quimica, portugues, história, geografia, e as matérias do curriculo.
Em escolas, o conteudo deve ser o mais restrito possivel as matérias do curriculo.
Imagina a situação;
Professor explicando matematica, querendo mostrar uma simulação que pode facilitar a explicaçao de algo e o aluno no orkut ou falando com alguem no msn?
é nesse ponto que quero chegar.
A internet em escolas deve ser usada somente para fins educativos. Não que discuções diversas também nao sejam educativas, porém, o conteuido acessavel deve ser compativel com a matéria da aula em especifico.
Novamente, não vejo qualquer motivo para o Estado legislar sobre isso, principalmente no contexto da Internet. Não vejo propósito nisso senão de tentar controlar a Internet através do direcionamento de seu "propósito social". Trata-se de uma discussão ideológica que não deveria estar sendo trazida para o contexto da Internet. Justiça social não se legisla.
ReplyDeleteEste video do youtube demonstra, de forma "comica", o porque é inutil uma politica de "inclusão digital" que simplesmente "leve internet gratuita a todos os lares carentes":
ReplyDeletehttp://www.youtube.com/watch?v=4ZwJZNAU-hE
Só seria util se, e somente se, estas pessoas passasem por cursos de treinamento que as qualificassem ao uso de computadores. Mas não "cursos receitas de bolo", elas tem que aprender a entednter o que o sistema quer dizer, e não apenas "Se aparecer isso na tela, clique aqui".
Desculpem o tamanho da nota, mas eu acho que cabe uma reflexão sobre a política e o que os países lá fora pensam a respeito do acesso dos seus cidadão à web:
ReplyDelete"A Finlândia, terra da Nokia, de Linus Torvalds e um dos países mais conectados da Europa, aprovou legislação que considera o acesso à internet através de uma conexão de banda larga de pelo menos 1 Mb/s um direito fundamental de todo o cidadão.
Segundo Harri Pursiainen, secretário do ministério finlandês dos transportes e comunicação, "conexões de dados não são apenas entretenimento, mas uma necessidade".
A decisão é apenas o primeiro passo em um plano mais ambicioso: a meta do governo é que, em 2015, nenhum cidadão finlandês viva a mais de 2 km de um ponto de conexão capaz de trafegar dados a 100 Mb/s. A estimativa é que, até lá, os habitantes de Helsinki, a capital, tenham acesso a conexões domésticas na casa dos gigabits.
Dados recentes do governo finlandês estimam que, em meados de 2008, 83% da população (de cerca de 5.3 milhões de habitantes) entre os 16 e 74 anos utilizava a internet, sendo que 80% deste total acessavam a rede diariamente. Ainda de acordo com o governo, haviam 6.9 milhões linhas de telefonia celular em operação, e 2.1 milhões de usuários assinantes de serviços de conexão à internet via banda larga.
Além da Finlândia a Estônia, França e Grécia são países que consideram o acesso à internet, e consequentemente à informação, como um direito fundamental de sua população." Fonte: Terra
Deixem os meninos dos morros, traficantes e bandidos acessarem a web. Quem sabe eles tenham acesso aos valores do cidadão de posse, favorecido, de bem ou o nome que quiserem dar àqueles que não vivem à margem da sociedade. Os cidadão baixam filmes piratas, mp3, assistem filmes pornôs e querem que os demais só façam isso "pagando". O fato é que o menino para cometer algum delito na web terá que aprender a ler, lidar bem com um computador, aprender a pesquisar, socializar-se com outros indivíduos, talvez comece até a aprender outros idiomas. Mesmo que faça peraltices a inteligência da nação como um todo (e com todas as suas desigualdades) irá aumentar exponencialmente.
O impacto social será enorme. Mas é de choques como esse que o país precisa para tirar décadas de atraso em relação aos demais e atalhar usando a "vantagen dos atrasados" e o "costume com a escassez" para aumentar o progresso.
Acesso a web é tão importante como a educação, e por isso deve ser garantida a sua gratuidade para todos. Os ricos terão os melhores micros, os mais leves, o mais bonitos, os mais potentes, mas isso não criaria um exército de excluídos digitais que, segundo a ONU, é análogo ao anlfabetismo. Isso é cruel e um tiro no pé dos concidadãos.
Por isso que endosso a construção de marcos que permitam a criação de LANs públicas dentro de bairros, como é a proposta da internet mesmo, ao invés do modelo de negócios que cria uma estrutura tipo estrela, onde o centro ficam as prestadoras de acesso à internet.
ReplyDeleteIgual à possibilidade de criarmos rádios públicas, como temos frequências não licenciadas (2,4Ghz e 5,8Ghz), seria interessante assegurar o direito (isso implica na cessão de postes de energia / telefonia sem custos e outras coisas) de que sejam criadas estruturas regionais / bairristas que permitam, não o acesso a internet, mas o acesso mútuo dos computadores, como forma complementar de interação entre as pessoas e troca de arquivos, vídeos, outros. De certa forma, é uma maneira de fortalecer a cultura de uma microrregião, a região com a qual a pessoa se identifica e se preocupa.
Seria interessante que isso não impeça a prestação de serviços na área de informática, desde que não seja para acesso externo à internet. A ideia é construir mecanismos que inseriram as pessoas no mundo digital, estimule a criatividade e a discussão sobre os problemas comuns. Por ser regional, também que se estimule e aproxime mais as pessoas, pela senso de partilhar. Serve de contraposição ao acesso exclusivo das operadoras como meio de partilhar seus dados com outras pessoas, embora eu ache justo que se contrate uma operadora para o acesso à rede global de computadores.
acesso à internet para todos provoca reflexos reais na sociedade, É comprovado o aumento do PIB bruto para cada 10% de aumento na velocidade da internet no país.
ReplyDeleteDeve-se prestar atenção para não permitir que os grandes detentores dos meios de comunicação tradicionais não sufoquem a produção independente e distribuída na Internet através de artifícios jurídicos, a fim de manterem sua hegemonia sobre as comunicações, o que é inaceitável em um estado democrático.
ReplyDeleteEstes comentários foram escritos colaborativamente por membros do Partido Pirata e representam a visão do Partido Pirata sobre os temas abordados no processo de consulta popular ao Marco Civil da Internet. O original pode ser acessado em: http://www.partidopirata.org/wiki/index.php/Marco_Civil#1.3.2_Acesso_.C3.A0_internet_e_desenvolvimento_social
Todos devem poder acessar a internet, consumir e produzir conteúdo. Como dito pelo Partido Pirata Br, deve ser algo independente, sem interferência ou sufocamento dos outros (grandes) meios de comunicação.
ReplyDeleteRecentemente, o Banco Mundial divulgou pesquisa no sentido de que o crescimento econômico é na razão de 1,3% para cada 10% de aumento da penetração de serviços banda larga.
ReplyDeleteDe acordo com o vencedor do prêmio Nobel Amartya Sen, o desenvolvimento almejado pelas nações não deve ser apenas econômico, mas também social, ligado ao aumento da qualidade de vida, por meio da realização de diversos fatores, dentre os quais, a melhora no nível da educação. O entendimento de Sen sobre desenvolvimento remonta ao conceito de liberdade humana, isto é, ao homem devem ser propiciadas todas as condições necessárias para que ele possa fazer suas próprias escolhas. A ABRANET entende que a Internet é uma poderosa ferramenta nesse propósito, pois se apresenta como amplo foro de informação, cultura, socialização, lazer, relacionamento, tendo a capacidade de maximizar as capacidades humanas e de contribuir com a formação dos indivíduos e, consequentemente, com o desenvolvimento almejado.
Ocorre que, para que a Internet possa contribuir com o desenvolvimento, ela precisa ser largamente difundida, o que depende da atuação constante do governo para fomentar o seu crescimento.