A internet é uma ferramenta e, por si só, não garante o desenvolvimento social, a intensificação da democracia ou a promoção de justiça social. Nesse sentido, o dever estatal da educação deve abarcar o uso da internet como ferramenta de exercício de cidadania e promoção da cultura.
Essa capacitação deve primar não apenas pela transmissão de conteúdos, mas por uma construção do pensamento crítico e de saberes adaptáveis. A internet muda de forma veloz, e a aquisição de informações estáticas contribui pouco para um cenário de desenvolvimento da cultura digital. Os usuários devem ser estimulados e capacitados a descobrir novas formas de se relacionar com a rede, de acordo com sua própria evolução; bem como ser capacitados a desenvolver novos usos por conta própria.
Dessa forma, buscamos com este tópico contribuições para a elaboração de diretrizes relacionadas a políticas públicas para capacitação, bem como desenvolvimento da cultura, da educação e da ciência a partir do uso da internet.

Acredito que isto não deva ser definido no marco regulatório.
ReplyDeleteDelegamos estas taregas ao ministério da educação e da cultura.
Pensamos que seja primordial o uso da internet como ferramenta de exercício de cidadania e promoção da cultura a ser definido como uma diretriz no Marco Civil da Internet.
ReplyDeleteA demanda social por educação pública e pela democratização do acesso à cultura implica em garantir o acesso ao conhecimento e ao patrimônio cultural historicamente produzido pela sociedade. Dessa forma, as políticas públicas devem colaborar intensamente para a democratização do acesso à internet e de ações que efetivem o direito à aprendizagem significativa.
Por isso, faz-se necesário construir processos que possam:
1) Promover o acesso dos educadores/as à diversos meios e equipamentos que possibilitem a busca de informações, conteúdos e vivências para a ampliação do conhecimento pessoal;
2) Garantir o financiamento de projetos de educadores/as, de construção ou ampliação de conhecimentos em parceria com instituições da sociedade civil.
3) Entrelaçar programas de pesquisa e extensão das universidades, voltados à promoção da cultura e inclusão digital, com o ambiente escolar.
4) Desenvolver cursos para profissionais da educação e estudantes, com vistas ao acesso ao conhecimento histórico cultural.
No campo da educação, as possibilidades de colaboração em rede deverão ser consideradas para a construção de programas de capacitação, com impacto nacional, contribuindo para minimizar a desigualdade de acesso à informação existente entre os grandes centros e as periferias brasileiras.
ReplyDeleteAs redes federais, estaduais e municipais de educação deverão ter em suas pautas e programas as possibilidades de interação regional e nacional.
Dessa forma, uma importante palestra na USP pode ser compartilhada por estudantes em todo o Brasil. E, do mesmo modo, uma conferência do Sr. Ariano Suassuna também poderá ser compartilhada por alunos de todos os lugares. É importante ressaltar aqui a necessidade de valorização das culturas regionais.
Além disso, a construção de tais redes de conhecimento pode vir a permitir a integração entre alunos de diferentes realidades, contribuindo para um acesso à informação de maneira mais prática, com recursos multimídia, em escala inimaginável no passado.
A ampliação do acesso a internet disponibiliza o avanço da cultura gerando oportunidades a população. Grande parte, não frequenta cinema e teatro impedindo obter maiores conhecimentos a respeito de uma cultura nacional e mundial. O aumento desse uso permitirá qualificar o cidadão dando a ele uma visão critica afim de que ele possa extrair beneficios para sua formação academica.
ReplyDeleteEssa interatividade entre o cidadão e uma cultura ate então desconhecida vai criar condições para a circulção constante de conhecimento fazendo com que o cidadão mais carente tenha como alcançar suas metas e objetivos. Alem disso, o marco regulatorio condiciona uma chance real para o cidadão poder mudar de vida fazendo com que o mesmo se especialize em cursos promovidos pela grande rede.
Por fim, o marco regulatorio diminuirá as desigualdades sociais dando cultura para população e permitindo seu desenvolvimento
O uso da internet é, sem sombra de dúvida, uma ferramenta de exercício de cidadania e promoção da cultura. Deve ser fomentadas manifestações no sentido de construção do pensamento crítico e de saberes adaptáveis ao mundo digital. Além disso, nos limites de sua capacidade, estimulará novas formas de relacionamento com a rede que visem a facilitar a comunicação e a obtenção de informações por meio da rede de Internet.
ReplyDeleteEste comentário faz parte do documento produzido pelo Comitê Jurídico e de Telecom da Câmara-e.net.
http://www.camara-e.net/
Como disse em outros comentários, educação para o uso pleno e inteligente de internet. Para ajudar a desenvolver a inteligência coletiva.
ReplyDeleteAs políticas públicas de capacitação dos usuários, bem como a difusão de conhecimento por meio da Internet se apresentam como tarefas de políticas públicas do Ministério de Estado da Educação.
ReplyDeleteNesse contexto, mais uma vez chama-se atenção para a necessidade de concentração de esforços em medidas que possam efetivamente levar o acesso banda larga a uma camada da população brasileira ainda alijada de tal ambiente, como, por exemplo, garantia da livre, ampla e justa competição no mercado de serviços de telecomunicações, promoção de práticas isonômicas e não-discriminatórias, desoneração fiscal do setor e outras.
Importante dizer que a ABRANET possui aproximadamente trezentos associados que cuidam de difundir a Internet por todo país, servindo, inclusive de “professores digitais” onde, a despeito da existência de meios de telecomunicações e do Serviço de Conexão à Internet prestado pelos provedores, não existe o mínimo de conhecimento dos usuários que propicie um uso adequado da Internet. Este trabalho, hoje, só não é maior em virtude da falta de condições propícias na compra de serviços de telecomunicações.